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Masami Kurumada


 

Com vocês, Masami Kurumada, o autor dos cavaleiros:

"Era uma manhã de um inverno muito frio, quando eu terminei um trabalho de uma série. Fui andar um pouco no parque. Olhei para o céu e vi a trilha de um avião. O avião não estava lá, mas sua trilha ainda estava clara no céu azul. Estou livre do meu trabalho de (Saint) Seiya, que durou 5 anos. Então eu pude olhar quietamente o céu. A caneta que eu sempre usei nesse trabalho agora está muito cansada, está na minha mesa e empoeirada. Vendo que eu usei demais essa caneta, ela não funciona mais. Mas (Saint) Seiya, para o qual eu usei essa caneta, nunca desaparecerá. Mesmo se as pessoas se esquecerem dele, esse trabalho ficará para sempre no meu coração, como a trilha do avião."

Começo da primavera...
Masami Kurumada.
Obrigado seiya

 

   Foi assim, que no dia 15 de abril de 1991, Masami Kurumada encerrou a obra que o consagrou no Japão e no mundo inteiro. Em carta dirigida aos leitores, Kurumada conta que, em parte, sentiu alivio com o fim dos Cavaleiros, pois foram cinco anos de trabalho sem férias, fins de semana ou feriados, que lhe causaram uma séria gastrite e isso fez com que se tornasse vegetariano. "A pena com que desenhei pela a última vez o rosto do Seiya quebrou, mas sinto que o trabalho que ele realizou durará para sempre", escreveu Kurumada, que agradeceu de coração a todos que se emocionaram com sua história. Além de defender Athena e seus amigos, Seiya ajudou e muito aquele que o criou, pelo que Kurumada também declara eternamente grato.

Entrevista concedida a revista Henshin nº 31

   O dia 18 de janeiro de 2002 foi um dia especial para nós aqui da Henshin e mais ainda para os milhares de fãs de Cavaleiros do Zodíaco espalhados pelo Brasil. Nessa data, Arnaldo Massato Oka, o enviado especial da Henshin no Japão, fez uma entrevista histórica com ninguém mais, ninguém menos que Masami Kurumada, o criador das aventuras de Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki. O desenhista o recebeu em seu estúdio, o Kurumada Production, que fica na cidade de Yokohama, na Província de Nakagawa, a uma hora de Tóquio. O autor falou sobre seus trabalhos e, principalmente, contou absolutamente tudo sobre a produção do anime e do mangá de Cavaleiros do Zodíaco. Ele contou sobre a elaboração da obra, sua participação na versão animada e, sobretudo, o porquê a Saga de Hades nunca ter virado anime. E não foi só isso. A Saga dos Deuses, que tantos fãs sonham, não é uma simples lenda. Kurumada revela que ela está todinha em sua cabeça e que, um dia, ele pretende publicá-la. Ou seja, é uma matéria jamais vista no mundo inteiro. Tudo o que você sempre quis saber sobre Cavaleiros do Zodíaco e seu criador está aqui.
   Kurumada também mostrou ser uma pessoa bem diferente do que dizem por aí. Ele está longe de ser chato. Pelo contrário, foi superatencioso e simpático com nosso repórter e não hesitou em responder a nenhuma pergunta - até mesmoa as mais polêmicas. Em seu estúdio, ele até mostrou algumas artes originais de seus trabalhos. Ao término da entrevista, todo tímido, ele aceitou posar para uma inesquecível sessão de fotos exclusivas para a Henshin.
   Não dá para descrever o orgulho que nós da Henshin estamos sentindo por publicar uma entrevista histórica como essa e tão rica em informações. Alem disso, a sensação de dever cumprido é ótima. Levamos quase um ano e meio negociando com o agente de Masami Kurumada para realizar esta entrevista, e, finalmente, cá está ela, especialmente para você, caro leitor da Henshin.

Henshin: O que o levou a fazer mangás?
Kurumada: Bom, eu sempre gostei de mangás. Por exemplo, eu lia bastante os mangás de ninja do Mitsuteru Yokoyama (autor do Robô Gigante) e do Sampei Shirato (autor de A Adaga de Kamui). Antigamente existiam lojas que alugavam mangás como se fossem videolocadoras dos dias de hoje, e eu alugava e lia mangás nessas lojas por 5 ou 10 ienes. Era a época do gekigá (nome do estilo de mangá para público adulto com conteúdo dramático). Takao Saitô (autor de Golgo 13) é um grande representante desse estilo. Quando se falava em mangá era mais no estilo do Osamu Tezuka, que tinha um traço mais redondo. Enquanto que o gekigá era mais violento, tinha um traço mais sério. Eu tive influência dos dois. O resultado disso foi Cavaleiros do Zodíaco.

Henshin: Cavaleiros do Zodíaco estaria mais para o estilo GEKIGÁ?
Kurumada: Eu não desenho pensando em seguir especificamente um estilo ou outro. A classificação não importa para mim.

Henshin: Na hora de criar Cavaleiros do Zodíaco, você foi influenciado por algum outro mangá ou autor?
Kurumada: Hummm... Não tive influência de nada. Foi tudo original. É inteiramente um mangá "estilo Kurumada" (risos). Ler livros, assistir a filmes e conhecer novas pessoas me ajudam a ter idéias, mas não fui influenciado por nenhum outro mangá desde que virei profissional. O meu estilo e inconfundível. Não é cópia de ninguém.

Henshin: Você gosta de séries live-action e animes?
Kurumada: Quando criança, eu assistia, mas depois os meu interesses mudaram.

Henshin: O que você assistia quando era criança?
Kurumada: São séries tão velhas que nem sei se vale a pena ser citadas. Por exemplo, o Gekkou Kamen ou o Nana-iro Kamen. São heróis mascarados dos primórdios das séries de heróis do Japão.

Henshin: O National Kid chegou a passar no Brasil e fez grande sucesso
Kurumada: Sério? (risos) Eu adorava assistí-lo.

Henshin: Ultraman também é muito famoso no Brasil
Kurumada: Na época que passava o Ultraman, eu já havia parado de assistir essas séries. Mas a anterior, Ultra Q, em que só apareciam os monstros, eu assistia no primário. O Ultraman foi depois que eu entrei no ginásio, e aí já não assistia mais.

Henshin: Qual foi seu primeir título de mangá publicado? Do que se tratava?
Kurumada: O primeiro? como irei explicar... era um mangá de "banchôs" (chefe de gangues). Era uma história de estudantes fora-da-lei, de delinqüentes. Foi um mangá nesse estilo. Você não encontra mais à venda. Agora o título... tenho até vergonha de citar... mas é Sukeban Arashi. É a história de uma garota brigona.

Henshin: E qual foi o seu primeiro grande sucesso?
Kurumada: Foi o Ring ni Kakero (1978~1983). Agora estou fazendo o Ring ni Kakero 2, mas o original foi o meu segundo trabalho regular. Eu virei profissional publicando o Sukeban Arashi. Logo em seguido, este título foi um estouro de vendas. Rendeu 25 volumes encadernados.

Hennshin: Você tem alguma fórmula para fazer quadrinhos? Um método para elaborar as histórias?
Kurumada: Se houver um método para criar novas histórias, eu gostaria de aprender (risos). Se existisse um know-how, uma fórmula pronta, acredito que ninguém sofreria. Quando asissto a filmes ou leio livros, essas coisas trazem idéias que fazem você exclamar: "Uau, que interessante". Eu acho que essas idéias que vão surgindo que dão a dica para desenvolver seus trabalhos. Mas uma idéia só não dá uma história. Você precisa ir juntando e guardando as idéias mais legais dentro da sua "gaveta" na cabeça, e todo esse amontoado se transforma num trabalho.

Henshin: Quer dizer então que não basta ter inspiração?
Kurumada: A inspiração também é superimportante. Mas é preciso juntar muita inspiração, senão seria ímpossível manter histórias tão loucas. Portanto, é importante para o autor conseguir acumular o maior número possível de material dentro de sua "gaveta" mental.

Henshin: Dos seus trabalhos, qual o seu predileto?
Kurumada: Acho que são todos. Afinal, sofri as dores do parto para trazer cada um deles ao mundo. Na Shonen Jump, onde foi publicado Cavaleiros, você precisa fazer uma história completa a cada semana. É um verdadeiro trabalho de parto. Por isso, é difícil para mim escolher um deles e dizer que este foi o meu melhor trabalho.

Henshin: Como surgiu a idéia de criar os Cavaleiros? De onde veio a idéia de usar a Mitologia Grega e a Astrologia como base?
Kurumada: Todas as histórias que faço são de lutas. Essa essência não se altera nos mundos que crio. A única diferença está no tempero, no algo mais. Então em vez dos personagens se transformarem como os super-heróis da TV, pensei neles vestindo armaduras. As armaduras precisam ser bonitas e aproveitar a Mitologia Grega e a Astrologia dava mais força e beleza à idéia. Portanto peguei uma história de luta, adicionei um elemento mais “fashion” – que são as armaduras – e como base para o desenho delas adotei as constelações. O legal disso é que também seria possível identificar o signo com a caracterização dos personagens e fui desenvolvendo as idéias dessa maneira.

Henshin: Você já gostava de astrologia antes de fazer cavaleiros?
Kurumada: Não chegava a gostar. Eu só olhava o horóscopo de vez em quando. Antes dos Cavaleiros do Zodíaco, eu não cheguei a estudar profundamente asobre Astrologia e Constelações. Isso só fiz depois de ter começado a desenhar os Cavaleiros. Com a mitologia Grega, foi a mesma história - embora eu já tivesse usado o tema em Ring ni Kakero. Nele apareceram uns inimigos que se chamavam os 12 Deuses do Olímpio (volume 17 do encadernado!). Mas nessa ocasião eu não fui muito a fundo com a idéia. Quando fui conhecendo mais sobre as lendas e as histórias da Mitologia Grega, eu senti que aquilo era uma grande fonte de idéias. Me baseando nisso, foi possível criar um monte de personagens.

Henshin: Quanto tempo durou a série?
Kurumada: Acho que foram uns 5 anos. Se não me engano. Cavaleiros começou a ser publicado pouco depois de Dragon Ball. Mas o Dragon Ball ficou comprido demais (risos).

Henshin: Dragon Ball Z está passando no Brasil e fazendo grande sucesso. Já Cavaleiros foi exibido há alguns anos, mas ainda tem fãs fervorosos.
Kurumada: Escutei falar na Editora Shueisha que lá no México fizeram uma apresentação dos Cavaleiros com atores reais numa peça em estilo musical. Aqui no Japão também fizeram um musical, estrelado pelo SMAP.

Henshin: Você ficou totalmente satisfeito com o resultado de sua criação? 
Kurumada:
Falando sinceramente, depois de terminar o trabalho não é satisfação o que eu sinto: é um grande abatimento. Uma semana após a outra eu precisava descarregar mais e mais idéias para surpreender o leitor e quando terminava eu ficava totalmente abatido. A história que estou publicando agora é a mesma coisa. Mesmo retomando o mangá depois de 20 anos. Acho que não existe uma obra que fique perfeitamente encerrada. Cavaleiros, por exemplo, tenho em minha cabeça a Saga dos Deuses onde Zeus irá aparecer, mas ainda não trabalhei em cima.

Henshin: Quando irá começar essa saga?
Kurumada: Acho que morrerei quando fizer isso (risos). É que eu acho que vou precisar de muito trabalho mental e físico para encarar esse desafio. Precisarei criar personagens carismáticos para cada Deus do Olimpo. Tente só imaginar as armaduras que cada um deles poderá usar. Existe material para fazer coisas lindas. Fico imaginando o trabalho que dará para pensar em todos os detalhes.

Henshin: Quanto tempo se gasta para desenhar cada armadura?
Kurumada: Como a revista sai semanalmente, é preciso fazer tudo nesse intervalo de tempo. Portanto, o prazo para fazer tudoé de uma semana, no máximo.

Henshin: Mas não existiu nenhuma armadura que você gastou mais tempo para desenhar?
Kurumada: Eu não economizo idéias. O que penso eu boto no papel e começo tudo do zero na semana seguinte. Há bastante informação concentrada naquelas páginas.

Henshin: Aqueles detalhes da montagem da armadura são bem legais. Aquilo também foi feito em uma semana?
Kurumada: Exatamente. Claro que, na hora de transformar o mangá em anime ou nos brinquedos, o pessoal foi obrigado a mudar alguns detalhes porque surgem algumas inconsistências. Mas nunca ninguém havia pensado num objeto com o formato, por exemplo, do signo de Sagitário, em que você desmontar as peças para vesti-las como uma armadura. Foram essas idéias que tornaram Cavaleiros do Zodíaco original.

Henshin: Existe uma história de que cavaleiros teve dois finais. Um, publicado na Shonen Junp, mostrando todos os Cavaleiros de Bronze e Athena se sacrificando para vencer Hades, e outro, na encadernação do mangá, em que apenas Seiya morria.
Kurumada: Não foi bem assim. O último episódio dos Cavaleiros foi publicado numa outra revista da Shueisha, A V Jump e não na Shonen Jump. Mas os volumes encadernados juntaram tudo na mesma coleção, e isto deve ter causado esta confusão.

Henshin: Qual é o seu personagem predileto de cavaleiros?
Kurumada: São os cinco Cavaleiros de Bronze: Seiya, Hyoga, Shiryu, Ikki e Shun.

Henshin: E como foi o sucesso de Cavaleiros no Japão?
Kurumada: O trabalho de fazer mangás obriga a gente a ficar preso num espaço pequeno, como neste estúdio, e passar os dias pensando e desenhando. Por isso, não conseguimos sentir o sucesso que nosso trabalho faz. Temos apenas alguns indícios através das cartas dos leitores. Foi só quando fui à pré-estréia no cinema que pude ver a reação do público de perto. Quando Ikki ou o Seiya apareciam na tela, o público vibrava como se estivesse vendo cantores de sucesso. Aquilo foi surpreendente para mim porque eu nunca havia visto pessoas manifestarem tanto entusiamo por mangás e animes. Saber que fiz um trabalho tão querido no Japão e no mundo me deixa imensamente feliz e orgulhoso.

Henshin: Então você nem imaginava que pudesse conquistar fãs de todo o mundo?
Kurumada: Nem um pouco. Acho que a coisa começou na França. Depois veio o sucesso na venda dos brinquedos. Na América do Sul, creio que teve um problema com produtos piratas. Mas, com o passar do tempo, isso foi corrigido. Há um ano, me encontrei com um autor de mangá da China, e ele comentou comigo que posso ter perdido bilhões de ienes em direitos lá. Parece que, quando o mangá japonês foi introduzido na China, e isso foi a dez anos atrás, os títulos lançados foram Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco, mas ambos piratas. Pense só no tamanho da população chinesa (risos). Mas nada dissoe veio para mim.

Henshin: O que você achou do título mundial de sua obra: Cavaleiros do Zodíaco (Zodiac Knights)?
Kurumada: Não vejo problemas. Acho que Cavaleiros do Zodíaco deve ser mais fácil de compreender para o público de fora. Saint Seiya, o título original, é muito difícil de entender. No início, até os leitores japoneses tinham dificuldades de ler o título corretamente.

Henshin: Mas Cavaleiros do Zodíaco não dá a impressão de que os verdadeiros heróis sejam os Cavaleiros de Ouro?
Kurumada: Você acha? Mas achei legal não terem mudado o nome dos personagens. Seiya continuou sendo Seiya. Só em alguns países mudaram os nomes dos personagens.

Henshin: Você se envolveu na produção do anime?
Kurumada: Sim, claro. Por exemplo, no primeiro movie, pensei no desenho e no nome dos inimigos. Os golpes já não me lembro se foram idéia minha. Nos filmes seguintes, eu deixei por conta da equipe de produção. Mas ajudei um pouco no roteiro e no deseno de alguns personagens.

Henshin: História foi levemente alterada por conta de novos personagens, como o caso do Hyoga, que acabou ficando com dois mestres. O Cavaleiro de Cristal e Kamus de Aquário. Você gostou do modo como a história ficou?
Kurumada: É que o anime sempre acaba alcançandp a cronologia do mangá. Nessas horas, a equipe de prdução da animação precisa criar suas próprias histórias para preencher o buraco e esperar até o mangá ter volumes suficientes para poder rettornar a linha. Dai acontecem esses casos. Mais tarde, aparece o Kamus de Aquário e ... "Opa! O que está acontecendo aqui?" (risos)

Henshin: Você não se envolveu na elaboração do Cavaleiro de Cristal?
Kurumada: Não. Aquele foi um personagem que nada teve a ver comigo.

Henshin: No anime, as amarduras da saga santuário ficaram diferentes do mangá. O que achou disso?
Kurumada: Por causa da natureza do anime que exige uma quantidade maior de desenhos, os detalhes são sacrificados. Portanto, eu deixo a equipe de produção do anime fazer do jeito que eles acharem conveniente, porque são trabalhos diferentes. Não me importo com isso. Prefiro assistir ao anime de uma forma mais ampla. Por exemplo, a música, o traço do desenho. Tem episódios bem desenhados e outros não - acredito que todos percebam isso. Por isso, para mim, o que importa no anime é o desenho e a música. A música para mim é fundamental. Ela pode emocionar as pessoas, independentemente da imagem.

Henshin: Kurumada: Adorei! É maravilhoso. Veja a minha parede (aponto para os pôsteres dos CDs dos Cavaleiros do Zodíaco pendurados). Continuo a escutar esses CDs até hoje.

Henshin: A saga de Asgard não existe. Você teve alguma participação efetiva no desenvolvimento dessa história e de seus personagens?
Kurumada: No máximo, dei uma olhada no roteiro, mas não participei dela. Só achei que a Saga de Asgard ficou comprida demais e que a de Poseidon acabou ficando curta por causa disso.

Henshin: Depois disso, a saga de Hades acabou não sendo produzida, e o anime acabou. Existiu algum motivo especial para o cancelamento da série?
Kurumada: Acho que foi porque, depois de três anos de TV, o anime alcançou a cronologia do mangá e não tinha mais história para ser animada.

Henshin: Então foi isso? A saga de Hades no mangá começou depois do fim da de Poseidon no anime?
Kurumada: Foi isso.

Henshin: E depois do Mangá, só fizeram o CD Drama da Saga de Hades...
Kurumada: É mais fácil viabilizar a produção do CD Drama. Exige menos esforço. O anime precisa o esforço conjunto de um monte de empresas, como a rede de TV, a produtora, os patrocinadores, a editora e o autor. Ele só é viabilizado quando todos se reúnem e dizem juntos: "Vamos fazer!". Por exemplo, de repente, alguém diz para fazer a Saga de Hades. Daí o outro quer a Saga dos Deuses em conjunto, mas, nesse caso, não há previsão da minha parte para começá-la. É complicado.

 

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